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Galeria Casa | Coleção Casapark de Arte Contemporânea | Primeiras conversas

25 de Novembro de 2021
Notícias

Com curadoria de Carlos Silva, a galeria retoma as atividades presenciais com uma exposição coletiva que reúne dez artistas visuais de Brasília que dialogam entre si e com projeto de trazer para o público exposições de artistas de Brasília e de todo o país

 

A partir de 26 de novembro, a Galeria Casa retoma suas atividades presenciais em um novo espaço dedicado à produção cultural no Casapark e apresenta a mostra coletiva Coleção Casapark de Arte Contemporânea | Primeiras conversas. Com curadoria de Carlos Silva, a exposição apresenta as obras de Adriana Vignoli, Helena Lopes, Lino Valente, Matias Mesquita e Zuleika de Souza, que compõem a Coleção Casapark de Arte Contemporânea | Múltiplos, em um diálogo com as obras dos artistas visuais Alice Lara, José Roberto Bassul, Luciana Paiva, Rafael Marques e Valéria Pena-Costa. A mostra fica em cartaz até o dia 26 de dezembro, com visitação de terça a sábado, das 13h às 22h, e domingo, das 14h às 20h. A Galeria Casa fica no Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa.

 

O curador Carlos Silva explica que a proposta da exposição é contrapor as produções dos artistas que compõem a Coleção Casapark iniciada em 2021 com as obras de artistas convidados que trabalham com linguagens diferentes e que dialogam entre si. “A exposição foi organizada em torno de núcleos formais e conceituais relacionados às pesquisas desses artistas independentemente da linguagem ou da técnica utilizada em suas produções.  Assim, Adriana Vignoli e Valéria Pena-Costa dialogam pelos aspectos que conferem à paisagem. Helena Lopes e Alice Lara estão justapostas por tendências entre abstração e figuração. Zuleika de Souza e Luciana Paiva pensam outras arquiteturas da modernidade. Lino Valente e José Roberto Bassul se contrapõem entre a mancha e a linha. Já entre Matias Mesquita e Rafael Marques, o naturalismo se contrapõe à fantasia”.

 

A exposição marca o retorno presencial das atividades da Galeria Casa que agora ocupa uma área de aproximadamente 200m² no mezanino da Livraria da Travessa e ao lado do Acervo Café. “A programação de exposições continuará privilegiando a troca de informações entre artistas, galerias, centros culturais independentes do Distrito Federal. Para incrementar o intercâmbio, convidaremos galerias de outras cidades para que também realizem exposições individuais e coletivas, promovendo um enriquecimento cultural de todos”, ressalta Carlos Silva.

 

Sobre a Coleção Casapark de Arte Contemporânea

Com trabalhos de Adriana Vignoli, Helena LopesLino ValenteMatias Mesquita e Zuleika de Souza, em agosto de 2021, o Casapark deu início à Coleção Casapark de Arte Contemporânea com o objetivo de resgatar a importância da ação ativa de instituições como agentes de estímulo, investimento e transformação direta para a melhoria da cadeia produtiva local das artes visuais. As obras, múltiplos de tiragem limitada e produzidas em diversas linguagens, foram adquiridas dos artistas pelo Casapark. A seleção, de acordo com o curador Carlos Silva, “foi realizada a partir de um mapeamento de eixos de força conceitual, concentrados em torno de uma ideia geral de paisagem, de lugar, de mobilidade e de acolhimento”. Para a seleção dos artistas, deu-se prioridade a artistas vivos e representativos da pesquisa e da articulação entre as linguagens visuais e as gerações contemporâneas. “Essas escolhas priorizam a tentativa de construir um primeiro panorama sobre a criação em arte contemporânea em Brasília, do ponto de vista físico e colecionista. Por isso, a organização e as escolhas do projeto estão focadas nos circuitos de linguagem e de mercado característicos de Brasília”, diz o curador Carlos Silva. A designação Múltiplos dentro da Coleção Casapark de Arte Contemporânea indica que nesta primeira parte da construção do acervo os artistas produziram edições numeradas, impressas em fine art, com pigmento mineral sobre papel de algodão museológico, com tiragem limitada a 80 exemplares.

 

Sobre o curador

Nasceu em 1963 em Barretos (SP). Vive e trabalha em Brasília desde 1982. Atua como artista visual, historiador, mestre em arte, especialista em psicologia e educação, professor, curador independente, crítico, coordenador de cursos livres e programas educativos em artes visuais, diretor de galeria, consultor, diretor de criação. Foi membro do Conselho de Cultura do DF e professor do Departamento de Artes da UnB. Como curador e assistente, assinou “suspensões”, “a seco”, “fora do lugar” e “100 anos de Athos Bulcão”. Participa de exposições individuais e coletivas. Atua na interface entre arte, história, literatura, psicanálise e filosofia. Publica textos técnicos e poéticos com frequência.

 

Sobre os artistas

Alice Lara, 1987, é filha de dona Liduina e neta de Dona Maria e Dona Alice. Nasceu no Distrito Federal, e mais precisamente se criou nas cidades satélite de Taguatinga e Vicente Pires. Leonina. Atualmente vive e trabalha em São Paulo. Sua pesquisa, na linguagem pintura, investiga a representação de animais, suas relações com os seres humanos e como essas relações afetam ambos; têm se definido como pintora-bicheira. Graduou-se em Artes Visuais em licenciatura e bacharelado pela Universidade de Brasília. Mestre em poéticas visuais na ECA-USP. Em sua carreira participou de diversos salões no país como o Salão de Abril em Fortaleza em 2010, o Salão de Anápolis em 2011 e 2014 o Arte Londrina em 2019. Foi premiada em 2012, no Arte Pará e em 2016 no Salão de Anápolis. Realizou as seguintes individuais: 2016 – “Ponto de Convergência” na Galeria Antonio Sibassoly em Anápolis; 2013 “Entre Artistas” no ECCO – Espaço Cultural Contemporâneo, em 2013; “Amores Perros” no Espaço Cultural do Cervantes de Brasília; 2013 “falso mundo maravilhoso” no MUNA – Museu Universitário de Uberlândia; em 2019 “As ordens no paraíso” no Paço das Artes em São Paulo, em 2020 “As ordens no paraíso” na galeria Referência em Brasília e no Centro Cultural São Paulo. Teve uma obra da série “As duas estórias da carne” adquirida para a coleção do Museu de Arte do Rio em 2019. Em 2020 foi indicada ao prêmio PIPA.

 

Adriana Vignoli (1981) vive e trabalha em Brasília. Sua pesquisa envolve fotografia, desenho e escultura. Seu processo criativo parte da construção de objetos geométricos dispostos no espaço em estruturas de tensão e equilíbrio. Ela propõe obras que têm vida própria e se modificam lenta e continuamente. Interessa a ela provocar o observador a experimentar o tempo como um fluxo contínuo, indissociável em passado, presente e futuro. Em 2021, Adriana Vignoli participa da Residência Artística Internacional no Pivô em São Paulo. Em 2020 foi selecionada para integrar a Residência Artística Internacional no Hangar em Lisboa, Portugal, e recebeu o Prêmio Nacional de Exposições do TCU em Brasília. Em 2019, participou de uma exposição coletiva internacional na Fundación Klemm, Buenos Aires. Em 2016, foi artista indicada para o Prêmio PIPA. Recebeu o Prêmio Nacional da FUNARTE de Arte Contemporânea, 2015. Entre 2013 e 2014, expôs na Nassauischer Kunstverein de Wiesbaden e na Hochschule für Bildende Künste Dresden.

 

Gravurista, desenhista, pintora, Helena Lopes está sempre aberta a experimentos com materiais e formas que geram magníficas texturas e volumes. Tecidos, tintas e fios são materiais presentes em sua obra, que faz parte de importantes acervos em São Paulo, Santa Catarina, Brasília e Essex, Grã-Bretanha.  Em 1984, esteve na Faculdade de Artes de Brasília e, desde então, participou de exposições em Buenos Aires, Lisboa e Colchester. Helena Lopes mora em Brasília desde 1974, e é fundadora e curadora do Atelier Helena Lopes, um espaço de vivências presenciais e remotas para artistas e interessados em arte em geral.

 

José Roberto Bassul nasceu no Rio de Janeiro e vive em Brasília. Sua fotografia volta-se para a arquitetura, a paisagem urbana e para aspectos contemporâneos da vida nas cidades como “uma tentativa de desenhar pensamentos, de projetar desejos, de construir espaços para a imaginação”. O curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff define seu trabalho como “o regime ótico do sutil”. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais o 1º lugar no 10º Prix Photo AF 2021, o Prêmio América Latina do FotoRio 2020, o de Fotolivro do Ano no Moscow International Foto Awards – MIFA  2020 e o 1° lugar em arquitetura no International Photography Awards – IPA 2018 e 2021. Publicado em revistas especializadas no Brasil, França, EUA, Inglaterra, México, Argentina, Itália e Espanha, seu trabalho tem sido frequentemente exposto em festivais, galerias e museus, em cinco mostras individuais e dezenas de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Publicou os fotolivros Paisagem Concretista (2018), já esgotado, e Sobre Quase Nada (2020). Tem obras em importantes coleções privadas e nos acervos do Museu Nacional da República, em Brasília, do MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (coleção Joaquim Paiva), do MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro e do Museu da Fotografia, em Fortaleza.

 

Lino Valente é artista visual ligado a tecnologias e sistemas multimídias. Tem formação livre em audiovisual, é filmmaker e atua como professor. Sua poética funde fotografia e vídeo como linguagens híbridas e expandidas em vivências perceptivas propositoras de novas micronarrativas visuais de um cotidiano imaginário que irrompe nos dias atuais e ganha lugar no conjunto de sua obra.

 

Luciana Paiva é artista visual de Brasília, Brasil. Em sua produção investiga as relações entre escrita e espaço a partir de mídias e materiais diversos com principal interesse pelo uso dos elementos da escrita como matéria. Sua pesquisa aborda questões que permeiam a visualidade e espacialização do texto a partir de processos como a colagem e assemblage e das noções de justaposição e montagem. Possui doutorado em Artes pela Universidade de Brasília (2018), cursou o Programa Aprofundamento da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2011), participou do Rumos de Artes Visuais 2011-2013 e foi uma das artistas selecionadas para o 29o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2019). Participa de exposições e eventos na área desde 2004.

 

Matias Mesquita graduou-se em Desenho Industrial / Comunicação Visual pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) em 1998. Em 2009 passa a frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, iniciando de fato sua carreira como artista plástico. Desde 2011, participa de exposições coletivas em locais como Rio de Janeiro, São Paulo, Pará e Phoenix / EUA. Com exposições individuais n’A Gentil Carioca (RJ), na Zipper Galeria (SP), na Referência Galeria de Arte (DF) e na Matias Brotas Arte Contemporânea (ES). Sua produção está no acervo de museus do Brasil como o Museu Nacional de Belas Artes (RJ), o MAR – Museu de Arte do Rio (RJ) e o Museu Nacional da República (DF). Mora em Brasília desde 2013, onde foi cofundador do Elefante Centro Cultural, espaço de arte autônomo de Brasília que encerrou suas atividades em 2019.

 

Rafael Marques, 1997, nasceu, vive e trabalha em Brasília, Brasil. O artista utiliza diversas mídias e linguagens tais como a gravura, a luthieria, a pintura entre outras, para explorar o caráter controverso/duvidoso das relações entre o ser e suas percepções sobre si mesmo e o outro, por meio da provocação de estranhezas. Atualmente cursa graduação em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB) e é sócio fundador do projeto Vilarejo 21, um espaço de fomento à arte, criatividade e cultura em Brasília.

 

Valéria Pena-Costa nasceu em Monte Carmelo, MG, vive e trabalha em Brasília, DF. É artista visual, com bacharelado em pintura, pela Universidade de Brasília. Vem realizando exposições coletivas e individuais desde 1992. Utiliza-se de múltiplas linguagens no desenvolvimento do seu trabalho, cujo tema central é o Tempo desdobrado na Decomposição das coisas e na Memória coletada. Decomposição, esta, que se dá ao acompanhamento e observação do fenômeno em andamento, ou seja, no gerúndio da ação. Realiza o Projeto Fuga, que consiste em movimentos seriados de mostras de arte, oficinas, ciclos de encontros culturais, residências artísticas a partir de seu ateliê e a Feira do Fuga.

 

Zuleika de Souza nasceu em Brasília em 1963 e é repórter fotográfica desde 1982, trabalhou e colaborou para as principais revistas e jornais brasileiros, sendo o maior tempo 25 anos no Jornal Correio Braziliense, onde colaborou semanalmente com a Revista do Correio e assinava a coluna Photo & Grafia. Atualmente atua como fotógrafa independente e administra o espaço dedicado à fotografia Plano Imaginário. Zuleika tem uma forte ligação com o urbanismo da capital e fotografa sistematicamente a arquitetura popular do Distrito Federal. Entre as exposições individuais que realizou estão: “Deusas”, Teatro Nacional – 2001; “Um olhar na Moda”, ParkShopping – 2005; “Chão de Flores”, CCBB Brasília – 2015; “W3 – Divergentes Brasílias”, Espaço Cultural Renato Russo – 2018; “Jardinagens do Devaneio”, Galeria Cobogó – 2018. Foi curadora da mostra “1+1=14”, Galeria Casa, 2018. Produtora da Convocatória Fotografia na Pandemia do Plano Imaginário.

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