Na sala do comendador

17 de Dezembro de 2014
Tendências

Não é de hoje que as novelas ditam a moda. Em 1978, Dancin Days oferecia ao público uma palhinha do mundo das discotecas com suas cores e brilhos, as sandálias com meias de lurex, Lídia Brondi e As Frenéticas. Lauro Corona usou alternadamente uma bandana na cabeça e no pescoço para representar o personagem Caê, de Baila Comigo. Logo, o acessório virou sucesso e estava em todas as cabeças “antenadas” da época. Os anos se passaram, as musas e os personagens mudaram e a novela não é mais das oito, mas sua influência nos costumes ainda prevalece no mundo real. Vai dizer que você nunca teve vontade de usar as sandálias gladiadoras ou os bodies, marcas registradas de Giovana Antonelli? A novela das 9h (9h30) Império, da Globo, além de todo o figurino da chiquérrima vilã Maria Marta com suas sandálias minimalistas, que já despontam com hits da estação, traz uma novidade para o universo das tendências: o mobiliário da casa do comendador José Alfredo. Longe dos rococós e das cortinas pesadas de veludo, o cenário prima pela modernidade e leveza do mobiliário genuinamente brasileiro. São peças criadas por ícones do design tupiniquim que tem como característica principal o uso de materiais renováveis e sustentáveis.

A Revista do CasaPark convidou o arquiteto Roberto Carril para analisar as imagens da novela e identificar o mobiliário, que cada vez mais ganha destaque no mercado internacional. Confira:

Mesa-Agua

1 – A Mesa Água, de Domingos Tótora, enfeita a sala do comendador. Nascido e criado em Maria da Fé, Minas Gerais, Tótora estudou design em São Paulo. Como matéria-prima para suas criações, ele escolheu o papelão. A paisagem e sua paixão pela natureza servem como fontes de inspiração. Com papelão reciclado, ele cria objetos e esculturas onde a beleza é inseparável da função. Neste processo bonito e trabalhoso, o papelão – cuja matéria prima é a madeira – ocupa o lugar da madeira, criando um círculo virtuoso com base no respeito à natureza.

Poltrona-Paulistano

2 – Projetada em 1957 pelo famoso arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a poltrona Paulistano impressiona pelo seu conceito, assim como pela beleza de suas linhas, que lhe garantem simplicidade, elegância e conforto excepcionais. Apresentada nas últimas edições da Maison & Objet (feira de design, Paris) e durante o salão de Milão, a Paulistano encontra um sucesso cada vez mais crescente na Europa, nos Estados Unidos e no Japão. Em 2009, a Paulistano entrou na coleção permanente do famoso Museu de Arte Moderna de Nova York , o MoMA.

Banco-Bandeirola

3 – Dentro do princípio da interatividade, a linha Bandeirola de bancos e mesas de apoio foi pensada de modo a permitir que o usuário final componha o objeto da forma de uso que mais lhe convier. Várias composições são possíveis a partir da combinação de dois elementos básicos: a trave – prisma triangular – e a base – volume gerado a partir do corte do cubo em seção contrária ao volume do prisma. Remete à simplicidade das formas geométricas das bandeirinhas de São João, além de fazer referência a um dos mais expressivos movimentos artísticos do país, o neo-concretismo. É um verdadeiro passeio na imaginação e em nossas referências culturais. A peça ganhou o 18º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, 2004, e o 1º lugar na categoria mobiliária para a Linha Bandeirola.

Mesa-Camelo

4 – A Ovo Design reúne os designers Luciana Martins e Gerson de Oliveira, que criam móveis, objetos e projetos no campo de arte desde 1991. Suas mesas, cadeiras, estantes e luminárias reúnem qualidade formal, usabilidade e uma dose de humor. Com frequência, embutem em suas criações uma espécie de comentário sobre a casa e o morar. Sua pesquisa formal deriva para os contrastes entre cheio/vazio, leve/pesado, rígido/flexível e a justaposição de materiais. A mesa Camelo, que teve Menção Honrosa na categoria Mobiliário Residencial do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, em 1997, é um exemplo desse trabalho, que se presta adequadamente a mais de um uso.

Poltrona-GB

5 – Pintor e fotógrafo paulista, Geraldo de Barros, morto aos 75 anos, dedicou-se também ao design. Expoente do modernismo e da arte concreta, fundou com o frei João Batista Pereira dos Santos, em 1954, a Unilabor. A oficina-comunidade fabricava móveis seriados, desenvolvidos por ele, e rateava os lucros entre os empregados. A experiência durou até 1967. Há reedições de algumas de suas peças no mercado. Duas de suas peças mais famosas, a Poltrona GB01 Palha/Estofada e a Poltrona GB01 Ripas foram criadas em 1954. Particularidade: Ele experimentou “socializar o bom gosto” com um mobiliário industrializado de qualidade e a preços acessíveis.

Sofa-Stay

6 – O designer Marcus Ferreira atua desde 1993 no desenvolvimento de mobiliário residencial. Em 2007, recebeu dois prêmios IF Design Award, em Hannover – Alemanha, com os sofás Stay e o Studio. O sofá Stay, que dá um toque moderno e ao mesmo tempo acolhedor à sala de José Alfredo, foi preenchido por Ferreira com almofadas de encosto com diversas camadas de plumas de ganso e as do assento em densidades diferentes de espumas. Marcus perseguiu, obstinadamente, o propósito de alcançar um nível internacional de qualidade e conforto, assim como o melhor que está sendo desenvolvido no mundo. Mas não é somente a questão do conforto que diferencia o sofá Stay. Ele permite que até seis pessoas se acomodem nele, proporcionando agradáveis momentos na sala de TV com amigos e familiares reunidos. Toda a sua extensão é revestida em linho com lindas opções de cores neutras como o bege, branco e cru.

O CasaPark tem móveis com estilo e design exclusivos. Para conhecer as lojas acesse aqui.

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