Resenha Arquitetura & Design – New York Strikes Again

04 de Abril de 2016
Tendências

Não estamos longe do mítico Blade Runner, filme de 1982 do genial diretor Ridley Scott, quando mostrava espaços antropomorfizados submersos em cidades construídas e sem horizonte. Uma espécie de caleidoscópio dos sentimentos e do habitar, regidos por cápsulas para dormir em altura, carros voadores, luzes fluo, amores desencontrados e chuva tóxica.

Um concurso internacional de arquitetura, organizada pelo eVolo sobre o futuro do arranha-céu, selecionou os novos conceitos que marcarão o imaginário das cidades. Os membros do Júri, Matias del Campo (diretor SPAN), Thom Faulders (diretor estúdio Faulders) e Marcelo Spina foram os responsáveis por escolher os três vencedores principais, além das 21 menções do concurso, de um total de 489 projetos apresentados. O objetivo foi identificar novos olhares e programas para habitar nas alturas, os espaços construídos e sua relação com a natureza, as tecnologias à disposição e, fundamentalmente, a vida. Surgem, então, novas equações psicológicas com os espaços e seus limites, edifícios verdes e mutantes viram manipuladores do território, da agricultura e do comportamento da sociedade. Não estamos falando sobre utopias, estamos falando sobre o futuro.

01 B- The New Horizon

Yitan Sun e Jianshi Wu dos Estados Unidos ganharam o primeiro prêmio com New York Horizon. Um gigante muro contínuo, uma ambiciosa estrutura em vidro reflexivo que delimita e afunda a silhueta do Central Park. Uma faixa construída como uma caixa transparente entre os edifícios preexistentes e a topografia do parque, com 305 metros de altura, 31 metros de profundidade que fornece uma área total de 18 quilômetros quadrados e uma superfície equivalente a 80 vezes o Empire State Building. O bloco translúcido traz um dos conceitos mais populares da arquitetura contemporânea: representa e dá sentido a um espaço sem limites, uma miragem onde o verde se mistura com o construído, organizando, assim, a ilusão do infinito. Aqui não existe utopia. As estruturas colossais e as ordens gigantes desenham o novo tecido das cidades enquanto seus habitantes circulam entre espaços sólidos que parecem diluir-se.

01 C- The New Horizon

01 D- The New Horizon

The Hive é o segundo projeto premiado. Um gigante Hub destinado a entregas comerciais e pessoais por meio de drones ou veículos voadores de avançada tecnologia. Projetado por Hadeel Ayed Mohammad, Yifeng Zhao e Chengda Zhu, o edifício é pensado como uma estrutura viva, uma espécie de torre de controle ou miniaeroporto para entregas de pacotes ou encomendas dentro da cidade de Nova York. De superfície polimórfico, autossuficiente e funcional, possui uma pele receptora formada por diversos organismos que se desprendem e se incorporam. Uma estrutura inteligente e mutante que nos lembra, de algum modo, as Moving Cities dos anos 1960. Aqui, a versão atual não possui cabeça nem extremidades.

02- The Hive

O terceiro lugar é para um arranha-céu um tanto barroco, que funciona como fornecedor de dados, na Islândia. De maneira inteligente e perspicaz, o cenário não compõe a cidade projetada, mas o deserto glacial com auroras boreais que parecem representar o mundo depois da própria destruição. Data Skyscraper, um grande objeto desenhado pelos italianos Valeria Mercuri e Marco Merletti, é uma torre que dá vida a uma placa mãe 3D, receptora de milhares de servidores que albergam os fluxos de milhares de dados, de milhares de empresas.

O ideal da sustentabilidade e da independência funcional são os núcleos conceituais do projeto, alimentados 100% pela energia hidrelétrica e geotérmica.

03- Data Skyscraper

AS MENÇÕES

Cloud Craft

Enorme estrutura que promove as condições necessárias para produzir água de chuva, propícia para as regiões mais secas do planeta.

04- The Cloud Craft

Trans-pital

05- Trans-Pital

Prédio hospitalar de morfologia mutável para os usuários, onde os espaços são adaptáveis e transformáveis, segundo a quantidade de pacientes ou outras necessidades.

05bis- Trans-Pital

The Air-Stalagmite

Um prédio pensado para despoluir as cidades, por meio de um grande filtro pendurado numa estrutura de grande porte. Uma estalagmite maleável e absorvente, que atrai as partículas contaminantes do ar para a sua superfície.

06- The Air-Stalagmite

Land-Escape

Uma estrutura empilhável, articulada e temporária, projetada para casos de terremotos no Teerã e que incorpora uma rede de ligações urbanas e sociais no seu interior.

07- Land-Escape

The Valley of the Giants

Um oásis no deserto da Argélia com edifícios que funcionam como plantas-esporos para coletar, armazenar e tratar a água.

08- The Valley of the Giants

Return to Nature

Projeto de Nathakit Sae-Tan e Prapatsorn Sukkaset, da Tailândia, que propõe novamente grandes estruturas viventes para reconectar os habitantes com a natureza.

09- Return To Nature

The Sensory

Projetado para ser construído numa ilha no rio Yangtzé, na China, funciona como um laboratório para a experimentação e exploração dos sentidos humanos.

10- The Sensory

Anti-Sinking System For Cities

Arquitetos: Israel López Balan, Gabriel Mendoza Cruz, Ana Saraí Lombardini Hernández e Yayo Melgoza Acuautla, México.

11- Anti-Sinking System For Cities

11bis- Anti-Sinking System For Cities

Towards Unity, Suturing Cyprus

Arquiteto: Lin Rujia, China

12- TowardsUnity, Suturing Cyprus

Sustainable Skyscraper Enclosure

Arquitetos: Soomin Kim e Seo-Hyun Oh, Coreia do Sul.

13- Enclosure

Babel Tower

Arquiteto: Petko Stoevski, Alemanha.

14- Babel Tower

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