Ocupação 7 – NACO + Par de Ideias

12 de Setembro de 2019
Evento

Período: 03 a 26 de setembro de 2019
Nome da exposição: NACO: Experiência Olhos D’Água (O processo em residência artística)
Par de ideias: Corpo cru/Olho nu

A Ocupação 7 da Galeria Casa traz, mais uma vez, como foco experimental para organização de exposições, dois espaços distintos da produção em arte contemporânea de Brasília. Por um lado, o NACO, com sede em Olhos D’Água, na cidade de Luziânia (GO) e, por outro, o PAR DE IDEIAS, estabelecido no começo da Asa Norte.

O NACO é um espaço de residência artística. A curadoria geral é assinada por Renata Azambuja. Para a proposta dessa exposição, houve um convite de parceria com o professor Christus Nóbrega, e sua turma de estudantes do Departamento de Artes Visuais da UnB, que já havia participado de uma residência na sede do espaço. Os artistas participantes são: Janaína Moraes, João Teófilo, José de Deus, Júlia Godoy, Luiz Olivieri, Rafael Hiran, Raísa Curty, Rodolfo Ward e Thaís Kury. Temos uma ênfase no processo criativo de cada arista e uma noção em perspectiva das trocas e contaminações entre as concepções de obras. Será que o lugar deixa transparecer suas marcas nas obras pensadas e gestadas a partir de uma mesma vivência de residência artística?

O PAR DE IDEIAS é um espaço dedicado às experimentações e vivências em artes visuais, inaugurado em 2013. Lida com a formação especializada em artes e áreas afins, a partir do intercâmbio de múltiplas linguagens, como pintura, desenho de observação, bordado, cerâmica, entre outras. Os artistas que participam da exposição são Cynara Navarro, Francisco Pinheiro, Isadora Jochims, Júlia Gonzales, Júlia Vianna, Maísa Ferreira e Sara Rosa. A exposição reúne um conjunto de trabalhos recentes focados na poética do corpo e suas variadas apropriações figurativas. Temos desde a meticulosa trama feita pela sobreposição de pontos em linhas bordadas sobre tecido, até traços rápidos de um desenho de observação executado em poucos segundos.

Todas as obras – tanto de um quanto de outro espaço de pesquisa, guardadas as diferenças e semelhanças entre eles, por mais distintos que sejam – estão abertas para a interpretação do fruidor. Esse é o destino de todas as obras: se abrir para o inesperado da condição humana. Nós, os fruidores, somos convocados a atribuir sentidos ao que nos alcança a percepção. Assim, as duas exposições nos convidam a nos transformarmos pela via da arte, pela via da imersão sensível no universo das formas, das cores, das texturas, dos assuntos das obras criadas por cada um dos artistas. Uma das funções das exposições é provocar o olhar, fazer
com que ele se desloque entre as narrativas, entre as superfícies, numa obra e noutra, para perceber que ao campo visual são convocados outros campos para a percepção, como o sonoro, o espacial, o temporal, a memória, o afeto, entre outros. A obra de arte faz esse convite a sair do lugar, a sair da zona de conforto e entabular um enfrentamento com a obra para que dessa vivência surja alguém modificado pela sensibilidade em ser e estar conectado com o mistério em obra.

Carlos Silva

agosto de 2019

Cadastre-se e receba novidades

Quer ficar sabendo sobre promoções, notícias e informações do CasaPark?

Cadastre-se