Ocupação 11 – Deslocamentos – Galeria Risofloras

21 de Janeiro de 2020
Evento

A Ocupação 11, na Galeria Casa do casapark, traz uma nova geração de artistas ligada à “Rede Urbana de Ações Socioculturais”, constituída na Ceilândia e vinculada ao projeto/programa “Jovem de Expressão” que mantém, já há quatorze anos, a Galeria Risofloras na região norte da cidade. Com o iniciar de 2020, temos as paredes e o vão central da galeria ocupados com trabalhos em várias linguagens e formatos. Pintura, fotografia, objeto, instalação, desenho e vídeo compõem o conjunto.  A curadora Tatiana Reis, também artista com obra na exposição, convidou 14 artistas. Temos obras de Adriane Oliveira, Dani Dumoulin, Ester Cruz, Gu da Cei, Hud Arts, Kelly França, Key Amorim, Luiz Ferreira, Marconi Cristino, Mayra (an6trais), Mayron Ricarte (Vanz), Rayane Soares e Tais Geburt. A ideia de deslocamento foi usada como eixo motriz para se pensar a exposição. Paralelo a um elogio à resistência e ao fortalecimento de áreas periféricas ao plano piloto, “Deslocamentos” faz um elogio à criação artística, à produção visual capaz de romper barreiras e se estabelecer nos circuitos do sistema da arte contemporânea. O grafite, já instituído na cena oficial de galerias, museus e centros culturais, aponta para a potência produzida em espaços não convencionais.

Ceilândia é uma das mais importantes áreas da grande Brasília, com uma alta e diversificada concentração populacional. As cidades satélites do Distrito Federal estão distantes do poder central. Constituídas, inicialmente, como cidades-dormitórios, hoje possuem vida própria. As regiões administrativas integram e articulam uma cena cultural muito importante, própria e específica, capaz de mobilizar grandes contingentes de pessoas e propor formas renovadoras de ação e criação em arte. Em “Deslocamentos”, as concepções de não pertencimento e desencaixe deram lugar a novas maneiras de ocupar, de ressignificar o espaço e a produção simbólica, de fazer parte de um processo complexo. As memórias afetivas são compartilhadas para a produção de outras narrativas capazes de articular arte e cultura, arte e movimento social, arte e manifestação, arte e resistência, arte e inclusão, arte e justiça social, arte e vida.

Descentralizar os espaços oficiais de arte concentrados em Brasília, entre o eixo monumental e o eixo rodoviário, incluir artistas periféricos e suas produções na ampla cadeia produtiva local, dar visibilidade ao que é criado longe do centro administrativo e sem seus benefícios, são tarefas que exigem muita articulação. Projetos inovadores, capazes de reconfigurar a circulação dos bens patrimoniais, são imprescindíveis para uma mudança significativa da situação na qual a produção em arte se encontra. A “Rede Urbana de Ações Socioculturais” e o “Jovem de Expressão” se propõem a isso e possuem um histórico com formas saudáveis de ocupação de espaços públicos e gerenciamento de atividades que atendam aos interesses e às necessidades da população. Paralelo à inclusão, com “Deslocamentos” são convocadas práticas de empreendedorismo junto a ações que garantam a possibilidade de seguir em frente e mais feliz.

Que possamos, juntos, seguir sempre em frente. Boas imersões na nossa exposição!

 

Período: 08 de janeiro a 02 de fevereiro de 2020

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