ESCUTAR O RIO

Design pelo Mundo - 23 de Novembro de 2017

A ribeira do rio Rawa na Polônia tem sido um marco local para falar sobre o deterioro dos recursos hídricos num país que, por momentos, parece esquecê-los. Como o resto do planeta, a natureza do país subsiste entre o estrago produzido pela ação humana e pequenos atos transformadores que parecem trazer alguma esperança.

A arquitetura pode ser uma boa aliada para produzir certas mudanças e conscientizar a opinião pública sobre a preservação e o uso dos tesouros naturais e sobre o território.

O artista – arquiteto Jakub Szczęsny tem apresentado um pequeno pavilhão flutuante durante o festival de arte de Katowice 2017, para chamar a atenção pública do estado atual do rio, limitado hoje em dia a um canal de chuva e esgoto através da cidade.

A “casa do ribeirinho”, aberto ao público, flutua nesse obscuro espelho d`agua, que tem sido, por séculos, o símbolo histórico da cidade, mas que hoje permanece esquecido e coberto pelas ruas e praças públicas e pela brutal atividade comercial.

Szczęsny, com o uso dessa pequena plataforma, pretende atrair famílias para a área, aumentando as qualidades locais e naturais, além de revitalizar a arquitetura e o meio-ambiente circundantes.

Um objeto estranho e imprevisível como espaço social que não pretende falar sobre as soluções funcionais do habitar. Traduz, no ato simples de navegar, uma linguagem simbólica e minimalista como resposta às formas ostentosas e sem sentido que tem arruinado o território.

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